Reestruturação
Recuperação judicial e reestruturação de empresas
Quando a crise já se instalou, o objetivo deixa de ser economizar tributo e passa a ser preservar a operação. O primeiro passo é um retrato honesto do passivo — e a avaliação do que a empresa realmente consegue pagar.
O problema
O que costuma acontecer antes de pedir ajuda
Quase toda empresa em dificuldade tenta resolver sozinha por tempo demais. É nesse intervalo que o problema deixa de ser reversível.
Apagar incêndio com o caixa do dia
Pagar quem grita mais alto consome o caixa operacional e deixa fornecedor essencial e folha em risco. A empresa fica sem fôlego para produzir.
Crédito caro para tapar buraco
Antecipação de recebível e capital de giro emergencial resolvem a semana e agravam o mês. O custo financeiro passa a competir com a margem.
Execuções em paralelo
Fiscal, trabalhista e bancária avançando ao mesmo tempo levam a bloqueios que travam a operação justamente quando ela precisa girar.
Como conduzimos
Retrato honesto antes de escolher o caminho
O trabalho começa com o levantamento completo do passivo: fiscal, trabalhista, bancário, com fornecedores e com sócios. Em paralelo, mapeamos os ativos, os contratos essenciais e a geração de caixa real da operação.
Com esse retrato, avalia-se a capacidade efetiva de pagamento — e só então se escolhe a rota. Renegociação extrajudicial direta com os principais credores é a via mais rápida e discreta. Recuperação extrajudicial homologada vincula credores dissidentes de uma mesma classe. Recuperação judicial suspende execuções e reorganiza o passivo inteiro, com custo e exposição maiores.
Cada rota tem prazo, custo e efeito reputacional diferentes. A recomendação vem com os três cenários abertos, para que a decisão seja do sócio — e tomada com informação, não com pressa.
Etapas do trabalho
- 1. Levantamento completo do passivo e dos ativos da empresa
- 2. Análise dos contratos essenciais e da geração de caixa
- 3. Avaliação da capacidade real de pagamento
- 4. Comparação entre renegociação, recuperação extrajudicial e judicial
- 5. Negociação com os principais credores
- 6. Elaboração e condução do plano escolhido
- 7. Acompanhamento das obrigações durante todo o período
Escopo
O que está incluído
O escopo varia conforme a rota escolhida e é apresentado por escrito antes de qualquer movimento.
- Diagnóstico completo do passivo e dos ativos
- Análise de viabilidade e capacidade de pagamento
- Renegociação extrajudicial com credores
- Recuperação extrajudicial com homologação judicial
- Pedido e condução de recuperação judicial
- Reorganização societária e revisão de garantias
- Defesa em execuções durante o processo
- Acompanhamento do cumprimento do plano
Quando procurar
Sinais de que é hora de reestruturar
Quanto mais cedo a conversa acontece, mais caminhos continuam abertos.
Contas bloqueadas por execução
Bloqueio judicial em conta operacional trava folha e fornecedor. É o ponto em que a crise financeira vira crise operacional.
Caixa negativo recorrente
Quando o resultado operacional não cobre mais o serviço da dívida, alongar o passivo deixa de ser opção e vira necessidade.
Fornecedor essencial cortando crédito
Perder prazo com quem fornece o insumo principal costuma ser o último aviso antes da parada da produção.
Dúvidas frequentes
Sobre recuperação e reestruturação
Não. A recuperação judicial existe justamente para preservar a empresa viável, suspendendo execuções e permitindo reorganizar o passivo com prazo. O que encerra a empresa é a falência — e boa parte dos pedidos de recuperação é feita exatamente para evitá-la.
Em muitos casos, sim. Renegociação extrajudicial direta com os principais credores é mais rápida, mais barata e não expõe a empresa. Ela funciona quando o passivo está concentrado em poucos credores dispostos a conversar.
O crédito tributário não se sujeita ao plano de recuperação, mas existe transação tributária específica para empresas em recuperação, com condições próprias. As duas frentes são conduzidas em paralelo.
Depende da estrutura societária e das garantias assinadas. Aval e fiança pessoais continuam válidos. Parte do trabalho é justamente mapear essas exposições e negociá-las junto com o passivo da empresa.